quinta-feira, 19 de junho de 2008

Formando um povo

Engana-se quem pensa que o Largo da Ordem resume-se apenas em bares, botecos, góticos e hippies. (O espaço da diversão em bares será tratado pelo colega de blog Eduardo) O lugar é considerado um verdadeiro refúgio cultural, e é um importante ponto turístico da cidade de Curitiba para outros brasileiros, ou até mesmo estrangeiros, que aprendem sobre a mais importante cidade do Sul do Brasil, cidade que muitas vezes, foi um refúgio para os mesmos em épocas de conflitos no velho continente, pelo menos, é o que pensa esse paulistano que aqui escreve.
O Largo da Ordem é uma mistura estrangeira, encontramos várias culturas de países europeus que se ligam as africanas. Será que é possível unirmos a tradição alemã e polonesa? Passe no Largo da Ordem que lá você encontra! Também há várias construções típicas de nossa pátria mãe Portugal, e é claro traços da cultura africana, que muito ajudou a construir o Brasil de hoje. No Largo da Ordem é comum observarmos galerias de arte, sebos, monumentos com arquitetura arrojada, bares, espaço para exposições e artesanato dividirem o mesmo espaço! Em Curitiba, podemos dizer que todas as culturas da Europa ligadas às africanas estão presentes, elas se fundem e formam esse maravilhoso povo, o curitibano, que muitos dizem ser “frio”, mas que conseguindo sua confiança e amizade, nunca o abandonam. Talvez o Largo da Ordem explique aos não curitibanos o verdadeiro jeito de ser do povo de Curitiba.
Problemas do Largo da Ordem
Mesmo acolhendo democraticamente diferentes “tribos” nem tudo são maravilhas no berço da capital paranaense. O Largo da Ordem sofre com a precariedade da segurança, pichações e abandono das construções mais antigas. Infelizmente o tráfico de drogas e a violência destroem um pouco esse importante pedaço da história do Brasil e a polícia do Paraná como no resto do país não está preparada para contornar o assunto.
Artesanato
Além de descontração e entretenimento, o Largo também é o ganha pão de muitas pessoas que dependem dos trabalhos alternativos, como o artesanato. Com as habilidades artesanais garantem a renda para sustento da família.
É dessa mistura de arte, antiguidade e bares que descontraí e oferece oportunidades, que só o Largo da Ordem proporciona em Curitiba.
Caio de Alencar

Casa da Memória






CRÉDITO DE FOTOS :EDUARDO SIQUEIRA


Quando foi escolhido o lugar que deveríamos fazer sobre o Projeto Interdisciplinar, pensei comigo não vai ser difícil fazer irá ser baba fazer o trabalho. Após alguns contatos tive a oportunidade de conhecer a Casa da Memória. Chegando ao Largo da Ordem e analisando o que deveria fazer para coletar informações e produzir uma bela matéria jornalística neste local. Deparei-me com uma realidade não sei nada deste local. Por ser natural de Curitiba tenho 26 anos, conheço a cidade de ponta-a-ponta, parte rica, parte pobre. Conheço vários o porque de diversos nomes nas ruas da cidade. Fiquei com vergonha da minha pessoa. Mas posso corrigir o erro. Fiz uma bela sessão de fotos. E vou contar um pouco da história até a presente data.
Após uma pesquisa na magnífica Casa da Memória que esta localizada no começo do Largo da Ordem. É um conjunto arquitetônico formado por duas edificações ali tem a Casa Piekarz, que é a unidade histórica de preservação. A casa foi erguida em 1910. Hoje dentro da casa concentram-se a conservação e processamento técnico de acervos históricos e artísticos, pesquisa histórica e biblioteca especializada em história do Paraná e de Curitiba, catalogações, indexações e preparo físico de acervo bibliográfico e áudio visual. Também funciona a Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba junto com a Casa da Memória. Funciona de segunda á sexta a partir 09h00min á 11h30min período da manhã e 14h00min ás 17h30min no período da tarde. Fica no endereço: Rua São Francisco, 319 informações também por telefone (41) 3321-3230. O espaço foi aberto em 1981, ali coletei informações importantes para deixar o blog com bom contexto histórico, muito interessante. Existe uma sala com livros raros que não é encontrado em nenhum lugar. Os livros das bibliotecas são somente para consulta interna, nenhum pode ser levado para casa. Para fazer as consultas bastas aparecer no local e nos horários que estão no texto, fui muito bem atendido na Casa da Memória. E tirei algumas fotos do local para matar a curiosidade da galera.

Eduardo Siqueira

Catedral Basílica Menor de Curitiba

Teodoro de Bona

Para aqueles que assistiram com atenção as imagens da feira do Largo da Ordem, puderam observar imagens da principal Igreja de Curitiba, que fica na Praça Tiradentes. O Santuário é considerado por historiadores como o berço histórico da capital do Paraná. Reza a lenda, que a cidade nasceu onde exatamente fica a Catedral Basílica Menor, quando o cacique Tindiqüera escolheu o local para que os primeiros habitantes da cidade recém fundada, construíssem casas para viver. Antes desse acontecimento, os não-índios viviam acampados as margens do rio Atuba, atual Bairro Alto.
Carlos Gomes O local mudou de nome por três vezes. Primeiro era chamado de Largo da Matriz, mas com a visita da família imperial em 1880, passou a se chamar Largo Dom Pedro II.
Com a queda do império e a entrada do regime republicano do Marechal Floriano Peixoto, os curitibanos resolvem mudar o nome do lugar para Praça Tiradentes, em 1889.
A utilização do nome do herói Tiradentes, faz com que a praça vire um local onde mais se encontra estátuas de personagens históricos do Brasil.
No começo do século XVIII a cidade de Curitiba não tinha uma Igreja pomposa como as de outra cidades do Brasil. A catedral Basílica Menor de Curitiba que conhecemos hoje, era na época uma pequena capela de madeira muito freqüentada por imigrantes poloneses. Mas em 1715, autoridades curitibanas resolveram eleva-la à primeira Igreja Matriz
da cidade. A atual Igreja foi reconstruída e inaugurada em 1893 em estilo neo-gótico e inspirada na Sé de Barcelona, que hoje não existe mais, portanto, a Catedral curitibana é a única no mundo que segue os traços do antigo Santuário Catalão, que foi demolido em 1875. 18 anos mais tarde a Catedral Basílica Menor de Curitiba estava pronta.

Caio de Alencar

Curitiba - Feirinha do Largo

Mais vídeos do Largo da Ordem.

Feira de Artesanato do Largo da Ordem - Curitiba

Aí vai um vídeo do youtube para os curiosos que ainda não conhecem a feira de Artesanato do Largo da Ordem em Curitiba - PR

Caio de Alencar Coelho

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Largo da Ordem: Breve histórico

Paul Garfunkel
O bairro de São Francisco em Curitiba, passou por várias transformações. Desde o ano de 1752 com a transferência da igreja localizada no antigo Pátio de Nossa Senhora do Terço aos franciscanos, o local foi renomeado mais três vezes.
Com a mudança do santuário, o curitibano passou a chamar o lugar de Pátio de São Francisco das Chagas. 112 anos mais tarde, outra mudança! Em 1860 era conhecida como Largo da Ordem Terceira de São Francisco, e mais adiante no tempo à tradição popular curitibana encurtou o nome do local para Largo da Ordem. Prefeitura
Delimitação
Em 1971 o bairro de São Francisco delimitou o conjunto de edificações mais antigas de Curitiba. Nas imediações estão; a Casa Romário Martins, construída no século XVIII, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco do ano de 1737, a Casa Vermelha, de origem alemã, e construções da segunda metade do século XIX, que postaremos mais adiante no blog.
Falar do bairro de São Francisco em Curitiba sem mencionar o Largo da Ordem é um insulto para o curitibano. O nome oficial do local é Largo Coronel Enéas, em homenagem ao coronel Benedito Enéas de Paula, essa última mudança de nome ocorreu em 1917 e perdura até hoje.
Caio de Alencar

terça-feira, 17 de junho de 2008

Feira de Artesanato do Largo precisa de reestruturação

Jorge Martins
O Largo da Ordem, patrimônio histórico da cidade de Curitiba e do Paraná, necessita urgente de um estudo para rever os espaços destinados aos feirantes e aos freqüentadores da Feira de Arte e Artesanato, a popular "feirinha". Criada há mais de 30 anos, e com cerca de 35 mil visitantes aos domingos, percebe-se que a feira está com a capacidade esgotada quando se fala de espaço para circulação de pessoas.
As reclamações são várias, desde feirantes até turistas de outros estados. "Adoro vir aqui aos domingos, principalmente se tiver sol. Gosto das pessoas circulando, das novidades e dos produtos expostos, mas quando procuro algo específico fico horas circulando para ver se encontro. Isso é ruim, porque tem muita gente passando e, às vezes, ficamos "prensados" uns nos outros. Bem que podia ter mais espaço aqui e, também, algumas indicações de onde encontramos o que queremos", diz a estudante Carina Spiler, vinda de Santa Catarina, que pela terceira vez passeava pelo Largo. Ela se refere à dificuldade que teve em procurar, por exemplo, bibelôs em entalhes de madeira. Disse que circulou por muito tempo e sό foi achar a peça que procurava no final do Alto São Francisco. "Se houvessem setas de sinalizações seria mais fácil", sugere.
Mas não é só os turistas que reclamam. Também os feirantes se sentem prejudicados com o pouco espaço destinado a eles para expor as mercadorias. "A feira cresceu muito. Não conseguimos mais mostrar tudo o que produzimos para os visitantes. Temos que nos adaptar e deixar tudo meio bagunçado para que as pessoas vejam pelo menos um pouco de nosso artesanato", conta dona Madalena, que vende panos de prato bordados.
Além da Feira de Artesanato, o Largo possui outras atrações turísticas – como o Memorial Histórico de Curitiba, que até a semana passada estava com o primeiro andar interditado, pois passava por reformas – aumentando o movimento de pessoas e fazendo com que os visitantes se esbarrem uns nos outros e, não raras vezes, se olhem enfezados a cada encontrão.
Uma medida simples, porém de grande valia, pode ser a divisão do espaço em quadras e por grupos de mercadorias: roupas em uma quadra, pinturas e quadros noutra, bijuterias mais adiante, e assim sucessivamente. Isto, é claro, com todas as áreas demarcadas com setas de sinalizações indicando onde está o objeto que o visitante procura. Além disso, podem ser utilizados panfletos, que já são distribuídos no local, com a inclusão de mapinhas indicando onde estão os grupos de mercadorias.
É necessário que a Prefeitura de Curitiba, órgão fiscalizador daquele espaço, tome as medidas cabíveis para que o Largo da Ordem e a Feira de Artesanato dêem maior conforto tanto aos moradores da cidade quanto aos turistas, pois todos são a razão de existir dos espaços culturais e patrimoniais da capital do Estado do Paraná.

Jorge Martins